Namíbia

Com paisagens cálidas e misteriosas, a Namíbia, oficialmente República da Namíbia, é uma relíquia da África Austral. É limitada a norte por Angola e Zâmbia, a leste pelo Botswana, a sul pela África do Sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. A sua maior cidade e capital é Windhoek. A Namíbia é um país membro da Organização das Nações Unidas (ONU), da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA) e da Commonwealth.

Desde tempos antigos, a Namíbia foi habitado pelos povos Khoisan, Damaras e Namaqua, com uma notável imigração de Bantos. Trata-se também de um território extremamente precioso, habitado por centenas de animais, muitos dos quais são espécies do deserto. Entre leões, hienas, zebras e gnus, a Namíbia tem a maior população de chitas em África, e aqui vive também o raro rinoceronte-negro, severamente ameaçado de extinção.

A história da Namíbia é complexa, mas interessante. Os crescentes apelos de líderes africanos levaram a ONU a assumir responsabilidade direta sobre o país. Assim, a Organização do Povo do Sudoeste Africano (conhecido como SWAPO) foi reconhecida como representante oficial do povo da Namíbia em 1973. A Namíbia, no entanto, permaneceu sob a administração da África do Sul durante este tempo, administrada enquanto África do Sul-Oeste. Após guerrilhas e conflitos internos, com grande participação da SWAPO, a África do Sul instalou uma administração interna na Namíbia em 1985. Cinco anos depois, a 21 de março de 1990, a Namíbia obteve a independência total da África do Sul, com exceção de Walvis Bay e as Ilhas do Pinguim, que permaneceram sob controle sul-africano até 1994.

Com uma população de 2.1 milhões de habitantes, este país é um dos menos povoados do mundo. A base da sua economia é formada pela agricultura, o turismo e a indústria de mineração – incluindo a mineração de diamantes, urânio, ouro, prata e metais comuns.

Detalhes do programa


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Dia 1 | Lisboa – Windhoek
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    Receção dos participantes no aeroporto de Lisboa, em horário a combinar. Voo noturno.


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Dia 2 | Windhoek
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    A hora e chegada dependem da companhia aérea com que o grupo irá voar. Depois das formalidades aduaneiras e de todo o grupo estar reunido, seguimos para o parque de entrega das viaturas 4×4.

    Já com as viaturas distribuídas pelos participantes, continuamos para Windhoek. Feito o check-in, instalados, refrescados e recompostos da viagem, iremos fazer os abastecimentos necessários para os primeiros dias de viagem. Windhoek é uma capital moderna com excelentes infra-estruturas e onde não faltam grandes superfícies para esta nossa primeira missão.

    Após o regresso ao lodge, e em horário a combinar, saída para o nosso primeiro jantar num restaurante local, um lugar muito especial e único da capital da Namíbia. Uma experiência gastronómica que vai despertar os paladares para os dias que se seguem, cheios de aventura.

    https://www.hilton.com/en/hotels/wdhhihi-hilton-windhoek


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Dia 3 | Windhoek – Sossusvlei
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    A nossa expedição começa poucos kms à saída de Windhoek onde o alcatrão dá lugar às pistas de terra, que são as principais vias de comunicação da Namíbia. A manhã será sobretudo rolante, com poucas paragens, para chegarmos a meio da tarde à entrada do Parque Nacional Nauklut, um dos mais famosos e procurados da Namíbia.

    É no Naukluft que encontramos as famosas dunas alaranjadas, sendo a mais famosa a Duna 45, além do não menos famoso Dead Vlei. Mas o que nos espera para terminar o dia, depois do check-in no lodge, é o Sesriem, um pequeno desfiladeiro que os raios de sol do sol-pôr iluminam em tons dourados, e os seus corredores esculpidos pela erosão das águas que por aqui passavam há milhares de anos. As pessoas que moravam na área costumavam puxar baldes de água para cima com seis cintos com nós, dando origem ao seu nome, Sesriem, que  significa “seis cintos”. Após esta pequena caminhada pelo desfiladeiro, regressamos ao lodge e, em horário a combinar, voltaremos a reunir o grupo para o jantar.

    https://www.sossusvleilodge.com


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Dia 4 | Sossusvlei – Solitaire – Walvis Bay
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    O dia começa cedo, para estarmos na abertura dos portões do parque e seguirmos até à Duna 45 e assistir ao imperdível espetáculo do amanhecer no topo da duna.

    A vista a partir da Duna 45 é simplesmente arrebatadora. A cadeia de dunas de Sossusvlei, que se estendem no horizonte, é um mar infinito de areia onde se encontram as maiores dunas do mundo. Estas chegam a atingir os 400m de altura. Só este espectáculo justifica a ida à Namíbia, mas esta não é a sua única atração natural.

    Dead Vlei, mais à frente, é provavelmente um dos lugares mais incríveis e fotografados da Namíbia. A beleza árida deste pequeno lago seco, cujo nome significa “pântano morto”, foi em tempo um lago que acabou por secar devido ao avanço da dunas. As árvores acabaram por morrer, mas, com o calor, quase petrificaram. O branco do leito do lago, o preto das árvores queimadas pelo sol, o laranja das dunas que envolvem o lago e o azul do céu fazem deste cenário algo único que apaixona qualquer fotógrafo e amante da natureza. A esta altura do dia o calor já aperta e urge voltar às viaturas para continuarmos o nosso caminho.

    Depois de sair do parque, seguimos para outro lugar incrível. Este é criado pelo Homem: Solitaire. Aqui encontramos o repouso, seja por 15 minutos, seja um dia inteiro. Chegar a Solitaire é como chegar a um pequeno paraíso depois de percorridos muitos quilómetros. É um lugar onde não existe preocupação e onde existe tudo aquilo que precisamos. Aquilo que queremos naquele momento, Solitaire está lá para nos dar. É aqui que será o almoço e o café, acompanhado da melhor tarte de maçã do país.

    Após recuperarmos energias e nos refrescarmos, continuamos até Walvis Bay. Pelo caminho, cruzaremos o Trópico de Capricórnio, o Kuiseb River Canyon e alguns kms de longas pistas até podermos avistar a neblina típica da costa. Walvis Bay é uma pequena cidade com o maior porto marítimo da Namíbia. O charme da sua zona residencial, virada para a baía, contrasta com os gigantes do mar que atracam aqui diariamente. A noite será em alojamento num pequeno e simpático hotel e o jantar será num restaurante local onde o peixe é o rei da ementa.

    http://www.therez.com.na

     ou

    https://www.marriott.com/hotels/travel/wvbpe-protea-hotel-walvis-bay-pelican-bay


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Dia 5 | Walvis Bay - Cratera Messum (acampamento)
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    Walvis Bay não aparece muitas vezes nos roteiros turísticos porque a sua vizinha, Swakopmund, lhe rouba o protagonismo. No entanto, Walvis Bay tem muito para ver: a sua baía abriga colónias de lobos-marinhos, flamengos, pelicanos e chacais, e o contraste entre este ambiente selvagem e os super-contentores e petroleiros que estacionam na baía fazem deste cenário um postal pouco comum.

    Durante a manhã, daremos um passeio de barco pela baía, onde poderemos observar de mais perto a colónia de lobos-marinhos assim como os flamengos. E, para completar o passeio, até poderemos ter a visita de um amigo pelicano que gosta de se exibir na proa do barco à espera de receber uma guloseima. Seguimos depois em direcção a Swakopmund e depois Cap Cross, descoberto por Diogo Cão, onde existe uma das maiores colónias de lobos-marinhos do mundo.

    Despedimo-nos da costa para nos aventurarmos a interior, até à região semidesértica de Damaraland. Montaremos o nosso acampamento na Cratera Messum, onde poderemos ver as primeiras Welwitschias Mirabilis, uma planta que pode viver mais de 2000 anos e que só cresce aqui. O primeiro acampamento do programa será selvagem, mas o panorama é indescritível. Espere para ver o céu estrelado… esta será uma noite para recordar.

    (acampamento selvagem)

Uma parte da história da Namíbia liga-se à Europa

O primeiro europeu a viajar até a Namíbia foi o português Diogo Cão, que, em missão exploratória ao longo da costa ocidental da África, se deteve brevemente na Costa do Esqueleto, em 1485, onde ergueu uma cruz de arenito. Essa cruz é atualmente conhecida como a Cruz do Cabo e sua importância histórica é quase superada pelo fato de aí existir uma colónia de mais de 100.000 lobos-marinhos do Cabo. Bartolomeu Dias foi o próximo visitante de destaque que se deteve na Baía Walvis e em Lüderitz, ao circundar o Cabo da Boa Esperança. Como o deserto da Namíbia era uma barreira temível, nenhum desses exploradores portugueses penetrou muito no seu interior.


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Dia 6 | Cratera Messum - Twyfelfontyein
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    Alvorada e desmontagem do acampamento para iniciar o primeiro de dois dias pela região da Damaraland, uma das mais inóspitas da Namíbia. A sua paisagem semidesértica petrificada é um tesouro de geologia, arqueologia e história natural ancestral únicas. A região é marcada por vastas planícies de cascalho, áreas acidentadas com montanhas de topo plano e aglomerados de granito de tamanhos variados. Damaraland leva o nome dos povos Damara que, junto com os Bosquímanos San, são classificados como os mais antigos habitantes originais da Namíbia e criadores da arte rupestre encontrada nos maciços da região.

    É impressionante que esta região possa albergar animais com uma capacidade de resistência sobrenatural, como os órix e os elefantes. Ainda assim, encontramos uma quantidade importante de zebras, girafas, antílopes e alguns rinocerontes negros.

    Damaraland é também a região da Brandberg Mountain, ou “montanha de fogo” (o seu cume a 2600m de altitude é o mais alto da Namíbia), da floresta petrificada ,com mais de 200 milhões de anos, do Burt Mountain, das formações de basalto de Organ Pipes, bem como das mundialmente famosas pinturas rupestres de Twyfelfontein. Existem mais de 2500 gravuras espalhadas pela região, feitas por caçadores da Idade da Pedra Polida (Neolítico) há cerca de 6000 anos. Depois de visitar as gravuras de Twyfelfontein, aguarda-nos um resto de tarde relaxante num lodge exclusivo. Jantar no lodge.

    https://www.twyfelfontein.com.na


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Dia 7 | Twyfelfontyein - Grootberg
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    Na manhã seguinte, visitaremos a aldeia “museu vivo” do Povo San e ainda teremos tempo de visitar a floresta petrificada antes de seguirmos para um lugar especial, onde aproveitaremos para descansar e sobretudo apreciar a vista magnífica de Grootberg, um lodge único de onde não lhe vai apetecer sair.

    https://grootberg.com


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Dia 8 | Grootberg - Olifantsrus - Parque Nacional Etosha
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    Ainda poderemos aproveitar as horas mais frescas da manhã deste novo dia com um trekking com o guia local nas redondezas do lodge. Depois do pequeno-almoço, daremos um último mergulho sob a vista única que a piscina do lodge oferece sobre o vale. Depois deste mimo, seguimos para o Etosha, com uma paragem na pequena vila de Kamanjab para abastecer para o jantar de acampamento que teremos nesta noite.

    O acampamento deste dia, o último do programa, será já dentro do Parque Nacional de Etosha, a mais de 60 km do portão de entrada. Neste campsite isolado no meio da natureza, existe um edifício de observação onde é frequente o avistamento de leões, rinocerontes, elefantes e muitos outros animais. Possui também um centro de informação sobre a história dos elefantes de Etosha, que relata alguns episódios mais dramáticos dos anos 80 do século 19.

    https://www.nwr.com.na/resorts/olifantsrus-campsite


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Dias 9 & 10 | Parque Nacional Etosha
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    Depois da alvorada, esperam-nos dois dias inteiros para descobrir este incrível parque. O Etosha é uma das mais importantes reservas do sul de África.  Foi declarada Parque Nacional em 1907, com 22 270 km2, e é o lar de 114 espécies de mamíferos, 340 espécies de aves, 110 espécies de répteis, 16 espécies de anfíbios e, surpreendentemente, uma espécie de peixe.

    Etosha, que significa “Great White Place”, é dominado por um enorme pan (lago seco, salgado). Era originalmente um lago alimentado pelo rio Kunene, mas o curso do rio mudou há milhares de anos e o lago secou. O pan agora é uma grande depressão poeirenta de sal e argila empoeirado que se enche apenas com chuvas intensas e, assim, atrai milhares de aves pernaltas, incluindo impressionantes bandos de flamingos.

    Os dias no parque começam de madrugada, com o nascer do sol. A vida selvagem não espera por nós e é ao nascer do dia que tudo começa, quando ainda está fresco e os animais aproveitam para se deslocar aos pontos de água. As duas noites no parque serão em lodge, em Okaukuejo na primeira noite e em Onkoshi, um lodge exclusivo onde nos espera um night drive depois do jantar na segunda noite.

    https://www.nwr.com.na/resorts/olifantsrus-campsite

    https://www.nwr.com.na/resorts/onkoshi-resort


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Dia 11 | Etosha - Windhoek
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    Depois de um pequeno-almoço madrugador, vamos aproveitar as horas mais frescas do dia para os últimos kms ainda dentro do Etosha, antes de sair em direção à capital. O resto do dia será rolante, num percurso de ligação, sempre em alcatrão até Windhoek, onde esperamos chegar a meio da tarde. Depois do check in no hotel, e em hora a combinar, saímos para o nosso jantar de despedida.

    https://www.hilton.com/en/hotels/wdhhihi-hilton-windhoek (a verificar, é o mesmo do Dia 2?)


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Dia 12 | Windhoek - Lisboa
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    Em horário a combinar, e já com o check-out do hotel feito, saída para uma pequena visita a Katatura, o Soweto da Namíbia. Um bairro pobre e o mais carismático da capital está cheio de vida e cores. Acabaremos a visita com um almoço de pratos típicos. Depois do almoço e da visita a Katatura, que será ao mesmo tempo que toma lugar a nossa despedida de Windhoek, poderemos aproveitar o pouco tempo que sobra para as últimas compras de lembranças antes de seguirmos para o aeroporto para o voo de regresso a Lisboa.

Parque Nacional de Etosha

O Parque Nacional de Etosha é uma das mais importantes reservas do sul de África. Cobre uma área de 22 270 km quadrados e é o lar de 114 espécies de mamíferos, 340 espécies de aves, 110 espécies de répteis, 16 espécies de anfíbios e, surpreendentemente, uma espécie de peixe. Etosha, que significa “Grande Lugar Branco”, é dominado por um enorme lago seco, salgado. Faz parte da Bacia do Kalahari, formado cerca de 1000 milhões de anos atrás. Era originalmente um lago alimentado pelo rio Kunene. No entanto, o curso do rio mudou milhares de anos atrás e para o lago secou. Agora, é uma grande depressão poeirenta de sal e argila empoeirado que se enche apenas com chuvas intensas, atraindo milhares de aves pernaltas, incluindo impressionantes bandos de flamingos.


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Dia 13 | Lisboa
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    Chegada a Lisboa durante a tarde.

    FIM DA VIAGEM 

Viagem status


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Próximas datas

Acompanhe aqui as marcações, próximas datas e tudo o que precisa de saber para entrar connosco nesta aventura

⃛ 21/02/2022 a 05/03/2022 (13 dias)

  • Ocupação10%

Condições de participação


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Preços e condições

 

4.650€

Adulto em quarto duplo


a definir

Suplemento quarto single


O preço inclui

  • Voo de ida e volta

  • Viatura 4×4 partilhada por 4 participantes com seguros incluídos

  • Combustível das viaturas

  • 8 noites de hotel/Lodges com pequeno almoço

  • 1 noite de acampamento selvagem

  • 1 noite de acampamento em Pq Campismo

  • 8 jantares

  • 3 almoços

  • Entradas nos parques e reservas

  • Passeio de barco na Baia de Walvis Bay

  • Visita a uma aldeia Damara

  • Visita a Floresta Petrificada

  • Night Drive no Etosha

  • Visita a Katutura

  • Seguro de viagem para cada participante

  • Radios UHF para cada carro

  • Telefone satélite

  • T-shirt da expedição


Não inclui

  • 8 almoços piquenique e 2 jantares de acampamento (em 5 dos piqueniques poderá haver alternativa em restaurante)

  • Atividades extra nos parques ou reservas não mencionadas acima (Night Drives, Morning Drives, etc.)

  • Bebidas às refeições e despesas de caráter pessoal


Condições de participação:

  • Liquidação de 50% do valor total no ato da inscrição.
  • Os restantes 50% até 30 dias antes do início da viagem.
  • Ver em detalhe todas as condições

Participantes:

  • Mín: 10 pessoas
  • Máx: 18 pessoas

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